― Não, ―
Murmurou, com os dedos impedindo a fala do escorpiano ― não
diga nada.
Em
poucos minutos, roupas foram jogadas ao léu.
E ali,sobre a cama,o ruivo foi levando seus lábios para a extremidade do
pescoço bronzeado de Milo. Seus dedos agora percorriam seu rosto de
maneira que o fizesse fechar os olhos, degustando cada toque do amigo.
E ao mesmo tempo em que subia seus lábios do pescoço à face do louro,
descia suas mãos pelo seu corpo másculo. Roçou seus lábios na do escorpiano,
em seguida, deixou sua língua penetrar e percorrer cada canto de sua boca,
sentindo seu ar cálido e o mel de seus lábios.Entrelaçando sua língua na
dele,
sugando-a com voracidade até tirar-lhe o fôlego.
―
Seu Diabo! ― Vociferou Milo ofegante, minutos depois de livrar-se dos
beijos famintos de Camus.
―
Isto não estava nos meus planos ― Retrucou o ruivo, alargando um
sorriso maroto.
― Não acredito em você.
Com um risinho abafado, Camus empurrou-o levemente contra a
cama,fazendo-o deitar. Milo, sentindo-se à mercê do francês, apoiou-se nos
cotovelos, esperando. Camus engatinhou pela cama como a uma fera selvagem
à procura de sua presa. E quando finalmente achou-a, mordeu-a com avidez
suas bochechas, seu queixo; arrancando o sangue de seus lábios, agora
rubros;
lambendo-o e beijando-o suavemente.
― Está
tentando me matar, Senhor Masoquista? ― Murmurou Milo,
adorando o sangue do francês mesclado ao seu.
―
Talvez. Se bem que, o assassino aqui é você. ― Devolveu o ruivo, com um
sorriso desdenhoso.
― Nesse
caso, ― Respondeu Milo, enquanto Camus descia até a
extremidade de sua cintura ― devia tomar mais cuidado ao me provocar.
Camus
voltou a olhar para o grego: Um olhar ao mesmo tempo malicioso e
selvagem.
― Está me ameaçando, mon Cher?
― Talvez
― Disse com um sorriso de canto estampado nos lábios, cortados
por um francesinho. ― Depende do seu ponto de vista.
― Vamos
ver até onde vai sua ameaça. ― Olhou abaixo de si, rindo,
divertido, logo depois voltou o olhar para ele novamente. Milo retribuiu
ao
olhar ansioso do francês, aprovando o convite mudo.
Foram longos minutos repletos de ânsia. Os suspiros; suor mesclado à George
Armani.
E
no final, Camus deixou-se cair sobre a cama, as pernas entrelaçadas no
corpo oleoso de Milo. Jogou seu pescoço para trás, apoiando-se nos
cotovelos.
O grego mal conseguia conter a respiração. O corpo extasiado do francês
completamente idem ao tom de seus cabelos avermelhados, parecendo aos
olhos do escorpiano, uma rosa desabrochando. Palavras sem nexo foram
sussurradas. Milo mal podia distingui-las pelo ritmo em que estavam. Camus
soergueu-se, ainda com as pernas enlaçadas no escorpiano e, apoiou-se no
pescoço do mesmo, fazendo com que seu sexo rijo fosse de encontro à pele
do
amante, enquanto o deste, encontrava-se em seu interior. Sentiu o francês
apertando seu corpo contra o dele e, suas unhas cravarem-se à sua própria
carne, como se estivessem dilacerando-a. Extorquindo seu sangue para si
com
seus dedos longos. Corpo a corpo. Boca a boca. Pernas com pernas. E
finalmente, o suspiro final de um êxtase alcançado.
Declarações. Afagos. Carícias. O estado de arroubo do espírito e, afinal, o
silêncio.
Ali, naquele quarto melífluo, onde a luz do luar penetrava as frestas da janela,
a brisa suave acariciava as cortinas e, as estrelas desenhavam um
pentagrama
à vista dos curiosos, Vênus abençoada o local, e o casal o qual jazia à
sombra da
lua.
Escrito por Blackmoon :]
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Personagens Milo de Escorpião e Camus de Aquário do Anime Cavaleiros do Zodíaco.