―Você não se importa de fazer isto em outro lugar que não seja na minha

 frente? ―Retorquiu Camus, o rosto alvo adquirindo tom escarlate.

      Mesmo não entendendo a fúria inexplicável do ruivo, o escorpiano

 obedeceu sem questionar, dirigindo-se para o banheiro do quarto, e como de

 propósito, deixando a porta entreaberta.

Começou a desabotoar a camiseta branca de seda lentamente, revelando seus

 ombros largos e um tórax bronzeado de curvas perfeitamente delineadas.

 Jogando o pescoço para trás, e com ele, a cabeleira loura, demonstrando calor

 em um suspiro demorado. Aquilo era demais. Camus não poderia agüentar

 aqueles segundos insuportáveis. Levantou-se, sem pressa, caminhando à

 direção do grego que,agora estava a retirar o cinto de couro. Abriu a porta

 com urgência, fazendo-a bater violentamente. Chegou junto ao loiro com um

 sussurro silencioso:

      ―Camus...Eu...

      ― Não, ― Murmurou, com os dedos impedindo a fala do escorpiano ― não

 diga nada.

     Em poucos minutos, roupas foram jogadas ao léu.

E ali,sobre a cama,o ruivo foi levando seus lábios para a extremidade do

 pescoço bronzeado de Milo. Seus dedos agora percorriam seu rosto de

 maneira que o fizesse fechar os olhos, degustando cada toque do amigo.

E ao mesmo tempo em que subia seus lábios do pescoço à face do louro,

descia suas mãos pelo seu corpo másculo. Roçou seus lábios na do escorpiano,

 em seguida, deixou sua língua penetrar e percorrer cada canto de sua boca,

 sentindo seu ar cálido e o mel de seus lábios.Entrelaçando sua língua na dele,

 sugando-a com voracidade até tirar-lhe o fôlego.

     ― Seu Diabo! ― Vociferou Milo ofegante, minutos depois de livrar-se dos

 beijos famintos de Camus.

     ― Isto não estava nos meus planos ― Retrucou o ruivo, alargando um

 sorriso maroto.

     ― Não acredito em você.

     Com um risinho abafado, Camus empurrou-o levemente contra a

 cama,fazendo-o deitar. Milo, sentindo-se à mercê do francês, apoiou-se nos

 cotovelos, esperando. Camus engatinhou pela cama como a uma fera selvagem

 à procura de sua presa. E quando finalmente achou-a, mordeu-a com avidez

 suas bochechas, seu queixo; arrancando o sangue de seus lábios, agora rubros;

 lambendo-o e beijando-o suavemente.

    ― Está tentando me matar, Senhor Masoquista? ― Murmurou Milo,
 
adorando o sangue do francês mesclado ao seu.

    ― Talvez. Se bem que, o assassino aqui é você. ― Devolveu o ruivo, com um

 sorriso desdenhoso.

    ― Nesse caso, ― Respondeu Milo, enquanto Camus descia até a

 extremidade de sua cintura ― devia tomar mais cuidado ao me provocar.

    Camus voltou a olhar para o grego: Um olhar ao mesmo tempo malicioso e

 selvagem.

    ― Está me ameaçando, mon Cher?

    ― Talvez ― Disse com um sorriso de canto estampado nos lábios, cortados

 por um francesinho. ― Depende do seu ponto de vista.

    ― Vamos ver até onde vai sua ameaça. ― Olhou abaixo de si, rindo,

 divertido, logo depois voltou o olhar para ele novamente. Milo retribuiu ao

 olhar ansioso do francês, aprovando o convite mudo.

Foram longos minutos repletos de ânsia. Os suspiros; suor mesclado à George

 Armani
.

    E no final, Camus deixou-se cair sobre a cama, as pernas entrelaçadas no

 corpo oleoso de Milo. Jogou seu pescoço para trás, apoiando-se nos cotovelos.

 O grego mal conseguia conter a respiração. O corpo extasiado do francês

 completamente idem ao tom de seus cabelos avermelhados, parecendo aos

 olhos do escorpiano, uma rosa desabrochando. Palavras sem nexo foram

 sussurradas. Milo mal podia distingui-las pelo ritmo em que estavam. Camus

 soergueu-se, ainda com as pernas enlaçadas no escorpiano e, apoiou-se no

 pescoço do mesmo, fazendo com que seu sexo rijo fosse de encontro à pele do

 amante, enquanto o deste, encontrava-se em seu interior. Sentiu o francês

 apertando seu corpo contra o dele e, suas unhas cravarem-se à sua própria

 carne, como se estivessem dilacerando-a. Extorquindo seu sangue para si com

 seus dedos longos. Corpo a corpo. Boca a boca. Pernas com pernas. E

finalmente, o suspiro final de um êxtase alcançado.

    Declarações. Afagos. Carícias. O estado de arroubo do espírito e, afinal, o

 silêncio.

Ali, naquele quarto melífluo, onde a luz do luar penetrava as frestas da janela,

 a brisa suave acariciava as cortinas e, as estrelas desenhavam um pentagrama

 à vista dos curiosos, Vênus abençoada o local, e o casal o qual jazia à sombra da

 lua.
 

 

Escrito por Blackmoon :]

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Personagens Milo de Escorpião e Camus de Aquário do Anime Cavaleiros do Zodíaco.